P&R /Rodrigo Nick

Gabriela Campos





Ponto fora da curva



Conhecer o trabalho do Rodrigo, certamente, desafia [e muito] as percepções do que conhecemos hoje como trap e o próprio movimento hip hop. A compreensão que eu tenho sobre as letras e as provocações visuais da arte do Nick é que ele se coloca como uma fiel tradução da população preta e suas masculinidades. Ácida, ágil, intimidadora porém cheia de afetos, linguagens e possibilidades para além das construções estruturais. E aproveitando a oportunidade de trazer novas narrativas dentro da cena que eu mais amo e me identifico, convidei o Rodrigo pra contar um pouquinho mais pra gente sobre o seu corre.






Três primeiras palavras y

dois dígitos:



Rodrigo Nick, 28 anos,  Jundiaí, - SP,  Brasil.







Qual sua(s) vertente(s) artística(s)?


Hip-Hop, Pop, Trap e Rap.


Qual sua motivação artística?


Ter a chance de ressignificar minhas vivências, muitas delas consequentes de um sistema escravocrata e opressor que, infelizmente, ainda perpetua em nossa sociedade. Hoje tenho a oportunidade de transformar e compartilhar, através da música, uma mensagem positiva e inspiradora até mesmo das minhas lembranças mais doloridas e o poder de fazer isso é um verdadeiro presente: ser porta voz da minha família, amigos e semelhantes é minha maior motivação.







Qual a sua principal pesquisa?


História Egípcia, em específico a época em que o faraó akhenaton assumiu o trono do novo Egito. Se compararmos do ponto que estava até o ponto de hoje, podemos perceber o quanto perdemos o contato com nossa ancestralidade e nosso poder do Eu Divino, que se acessado com sabedoria, podemos assim realizar qualquer feito. Família é Tudo Amor e cura.









Você tem referências? Quais? 


Robert Johnson, Sabotage e Bob Marley.


Onde podemos  conhecer mais o seu trabalho?


https://www.instagram.com/rodrigo_nick/












MJOURNAL ED.005- Y QUE VENHA O AMANHÃ.