P&R /Romain Vicari

Jéssica Amorim





O híbrido para desvelar desordem



O trabalho de Romain Vicari é construído com materiais de construção, escalas, bem como a relação de um corpo com o lugar e o espaço. Como ele mesmo disse, a aproximação dessas relações provém de “uma paixão pela desordem”. Suas instalações se preocupam em interagir com as arquiteturas presentes, sejam elas dentro de exposições fechadas, ou em espaços abertos, como terrenos baldios. As representações querem questionar os sentidos com elementos que foram transformados, desassociados e (re)agrupados, o que apresenta trabalhos híbridos. Romain Vicari vive e trabalha entre Paris e São Paulo. Formado pela ENSA Dijon em 2012, e pela ENSBA Paris em 2014, Romain foi parabenizado pelos júris em ambas. Outro trabalho de Romain Vicari que vale a pena acompanhar, e que evidencia suas pesquisas, é o Thundercage, projeto em Aubervilliers, do qual ele é o criador e curador.






Três primeiras palavras y

dois dígitos:



Romain Vicari, 30 anos,  São Paulo,  Brasil.






Onde você mora?


Aubervilliers - Paris, França

Qual sua(s) vertente(s) artística(s)?


Poesia Biopunk Urbana





Qual sua motivação artística?


Fiel e sempre apaixonado pela desordem. Persisto com esta grande vontade de continuar o meu trabalho onde tudo começou.

Qual a sua principal pesquisa?



As minhas instalações têm a particularidade de interagir com o espaço de exposição, a sua arquitetura, e mesmo elementos julgados indesejáveis dentro do “White Cube”.
Essa tendência de escapar aos muros brancos e ao olhar pouco atento de um espectador, mostra a vontade e a preocupação de apropriação, e ao mesmo tempo de invasão do espaço. Nas minhas primeiras experiências manipulando materiais dentro de terrenos baldios, eu construía as minhas instalações efêmeras dentro de uma ressonância arquitetônica.
Mudando as minhas pesquisas de esculturas iniciadas em contexto urbano para um espalo mais limpo, o de exposição, eu construo instalações que procuram questionar a nossa percepção do espaço, que revelam caracteres transitórios e em mutação.
Essa forma de simulacro descontextualizada vem também para questionar os sentidos: realizadas a partir de elementos transformados, associados e desviados, as minhas produções refletem um caráter híbrido, no qual esculturas, vídeos, imagens, sons, gestos, e as suas significações viram menos nítidas e alcançam quase um status decorativo e surrealista.





Você tem referências? Quais?


Bertrand Lavier - Danh Vō - Daniel Arsham - David Douard - Korakrit Arunanondchai - Thomas Hirschhorn - Gabriel Kuri - Gabriel Orozco - Lygia Clark - Hélio Oiticica - Mierle Laderman Ukeles - Santiago Sierra - Francis Alÿs - Donna Huanca - Marcelo Evelin - Romeo Castellucci - Les Frères Chapuisat - Philippe Parreno - Laure Prouvost - Rachel Whiteread - Rebecca Horn - Fayçal Baghriche - Haegue-Yang - Tunga - Mika Rottenberg





Um link para acessar o seu trabalho?


https://romainvicari.com/   ︎


MJOURNAL ED.007- UMA IMAGEM CURA MAIS DO QUE MIL PALAVRAS.