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Ísis Bruna ︎ y Wallace Domingues ︎

A categoria é... VOGUING!


Lxs integrantes da HOUSE OF MUTATIS respondem qual é a mágica na essência de uma das cenas mais efervescentes da juventude queer contemporânea, do mundo para São Paulo. 

Fotografia : Wallace Domingues Styling: Kitty  Maquiagem: Baby G  y Ayana  Hair styling: Edan Assistência de fotografia: Mateus Rodrigues  Produção Executiva HOUSE OF MUTATISAgradecimentos HOA


“A cena Ballroom me proporcionou reconhecer um talento que eu achava que não tinha, uma lado artístico e performático que era muito retraído dentro de mim. Hoje consigo me afirmar e reafirmar todos os dias que sou uma artista. Nossa casa foi criada em 2008 por mim e minha grande irmã Ísis e já fala pelo nome: MUTATIS, que vem do latim, metamorfose, um nome tão forte e com tantos significados mas dentro de mim a Mutatis vem da mudança que cada corpo pode gerar e se modificar: a mudança do ser, poder evoluir espiritualmente e mentalmente, buscando nos reconhecer, nos Transformar e transcender cada vez mais pela arte.”


- Bonnie










"A cena Ballroom de SP tem se mantido crescente e se consolidado cada vez mais com o tempo. O fato das pessoas da comunidade se identificarem entre si faz com que diálogos e debates sobre identidade sejam corriqueiros entre nós. Portanto, criamos uma base que nos fortalece para qualquer coisa que nos propormos a fazer, não só a arte, apesar do pilar principal da comunidade ser a performance como viés artístico que enaltece e possibilita a expressão de corpas fora  da norma político-social."

-Billa






"A cultura ballroom é sobre celebração de corpas, é criação de mulheres trans pretas, é sobre existir e reexistir. É anti-cultura, existe em contraposição às opressões da sociedade."


-Osasco









"Exaltar identidades diversas é um jeito de criar espaços de liberdade e de expressão de nossas próprias potências, e da história que construímos mesmo tendo um legado de colonização que reinventamos a cada dia."

-eDan







"Lugar de permissões, descobertas e possibilidades. Descobri um lugar cheio de significados. Vcs me fizeram entender muita coisa tanto pessoalmente quanto profissionalmente. Me fiz e faço potente."

-Ayana











"Quando se para pra olhar nas culturas provindas da diáspora africana, a ballroom é pertencente a mais uma delas! Por mais que ela tenha surgido em um contexto estadunidense, quando a gente soma com a cultura brasileira, através de um olhar latino, nos vemos obrigades a desconectar com muitos padrões coloniais que nos foram impostos há MUITO tempo.”


-Teena








"Garantia de visibilidade e reconhecimento de uma cultura preta, periférica e travesti, que ultrapassa fronteiras e barreiras da cis-normatividade. A oportunidade de construir uma vida social, família, legados, histórias e memórias. Luta por espaços e direitos: artes de multilinguagens, composta por diversas potências... E o mais importante, lugar de auto-descoberta e de reconstrução social."


- Peu






"Acredito que a cena Ballroom com a sua força, união e discussões nos leva ao caminho contrário do que nos é imposto diariamente. A Mutatis me divide e me soma e me faz ver que é essa equação que faz todo sentido.”


-Kitty











"É o meu grito de existência!
O espaço de potência onde eu faço e me refaço a cada Ball, a cada encontro, em cada vivência."

- Baby G






"Família é estar junto, independente de laços sanguíneos. É quem está por você, corre com você e quem traz a sensação de acolhimento e questionamento de maneira produtiva. É uma via de mão dupla, como qualquer outro relacionamento."


- Carmen






"Ballroom é um espaço de acolhimento, é um espaço seguro, de representatividade e identificação, é sobre ser pra além do que foi construído, é destruir, desconstruir e se reconstruir."


- Sodomita