STATUS COVID | E a pandemia, como anda?



Enquanto uma vacina parece finalmente estar a caminho do mundo, a OMS se mostra preocupada com a situação do Brasil: afirma que precisamos levar as coisas mais a sério.


Alerta de atualização: 03/12/2020



Chegamos a dezembro. No fim deste mês será o "aniversário" de um ano do coronavírus. No dia 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou estado de pandemia do novo coronavírus . Esta foi a segunda vez que a autoridade sanitária fez este alerta no século 21. Desde então, os números oficiais de pessoas infectadas no mundo já ultrapassa os 65 milhões, com mais de 1 milhão de mortes.

Lá pelas Europa parece que a segunda onda foi controlada devido aos procedimentos de lockdowns, mas a pandemia segue um fluxo intenso. Por aqui, estamos tentando entender a segunda onda sem nunca termos saído da primeira. Em contrapartida a corrida das vacinas segue tentando acompanhar o ritmo. Vamos às notícias?





NO MUNDO


+ 65

million of people infected

+ 45

milhões de casos que se recuperaram

Acompanhe aqui


Fonte:  World do meters.
NO BRASIL


+ 6

milhões de pessoas infectadas

+ 174

mil óbitos

Acompanhe aqui

Fonte: CONASS, Conselho Nacional de  Secretários da Saúde.



VACINA, QUAIS AS NOVAS?



Quem aí tem se sentido perdido com a quantidade de informações que têm surgido sobre as vacinas? Eu mesma pra fazer esse report semanal, preciso estar atenta para compartilhar direitinho com vocês. Bom, na semana passada a Pfizer e a BioNTech tinham solicitado uma autorização de emergência para o uso da sua vacina nos Estados Unidos. Foram os primeiros fabricantes a fazer esse pedido nos EUA. O destaque ontem ficou por conta do Reino Unido, o primeiro país a realmente aprovar o imunizante da Pfizer e pode começar a aplicação em duas semanas!!!

Outra que tem dado as caras é a vacina Sputnik V, da fabricante russa Galameya. O governo da Rússia iniciou na última segunda-feira (30) o processo de vacinação da sua população. O problema é que mesmo com eficácia superior a 95%, e prometendo ser o mais barato do mercado internacional, o medicamento ainda não concluiu todos os testes clínicos. Achei coragem. E vocês?

Tudo isso parece promissor, mas precisamos de atenção, porque o nível de vacinação necessário para as coisas “voltarem ao normal” é outra coisa




BRASIL: O QUE ESTÁ ROLANDO?


Enquanto isso, o tal do presidente faz live falando que "estudos sérios” poderiam refutar o uso da máscara, o Ministério da Saúde anunciou nesta semana um rascunho de um primeiro plano de vacinação aqui no Brasil. FINALMENTE?

E essa movimentação é urgente mesmo: no começo da semana o Brasil registrou 317 mortes em 24h; as lotações nas UTIs retornaram. Inclusive, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, declarou em uma entrevista que nossa situação é muito preocupante e que deveríamos levar as coisas mais a sério.

O que dizem pesquisadores é que três fatores importantes para a manutenção da circulação do vírus: falta de testagem sistemática com rastreamento de casos; falta de uma política central coordenada; e afrouxamento das medidas de isolamento. Após o fim do segundo turno por exemplo, São Paulo, uma das capitais em maior estado crítico, retornou à fase amarela. Devemos seguir atentes, porque vai ser difícil controlar essa onda.







E POR QUANTO TEMPO MESMO ISSO TUDO?



Como já falamos anteriormente aqui no STATUS COVID, desconfia-se que a segunda onda de pico do COVID-19 pela Europa possa ser motivada pela mutação do SARS-CoV-2. O primeiro caso dessa variação aconteceu na Espanha, em junho. Sobre a mutação, ainda não se sabe o quanto ela colabora com a disseminação ou mesmo com o agravamento dos sintomas nos infectados, mas há uma novidade sobre a estrutura do COVID-19! Por que estou falando tudo isso?

Porque quanto mais informações vão sendo reveladas, mais se desconfia que o coronavírus não vai acabar. Ian Lipkin, um dos maiores especialistas do planeta em vírus emergentes, avalia que será impossível erradicar o SARS-CoV-2. Não sei vocês, mas essas notícias mexem por aqui.




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A pandemia do coronavírus segue promovendo muitas novidades e emoções. Por exemplo, recentemente um estudo americano aumentou a desconfiança sobre a real origem da pandemia. Além disso, ao que tudo indica, o COVID-19 tem revelado também uma alta probabilidade de novas ameaças pandêmicas estarem cada vez mais próximas. Enquanto não sabemos tudo (e será que uma hora iremos?), segue a de praxe: se puderem, fiquem em casa. E ao sair, usem máscara.


Reportagem: Jessica Amorim




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MJOURNAL ED.005- Y QUE VENHA O AMANHÃ.