Status Covid:
A Pandemia ainda nos pede cuidado


por Ana Carolina Rodarte

Em algumas regiões do globo, a pandemia aparenta  tranquilidade. Na África do Sul, uma nova alta no número de óbitos chama atenção. Enquanto isso, hepatite e sarampo voltam a fazer de suas vítimas as crianças.


 

Alerta de atualização: 01/05/2022


Olá, pessoal! Aqui é a Ana, líder de conteúdo do MJournal. Enquanto a nossa publicação se reestrutura para trazer novidades ✨ quentinhas ✨ pra vocês, vou assumir o Status Covid e reunir algumas das notícias mais relevantes sobre a pandemia — que não acabou e começa a dividir palco com uma perigosa alta nos casos de hepatite e sarampo entre crianças. Bora de informação para continuarmos nos cuidando e construindo o futuro que a gente quer viver?


NO MUNDO


+ 513 

milhões de pessoas infectadas

+ 467

milhões de casos que se recuperaram

Acompanhe aqui

Fonte:  World do meters.
NO BRASIL


+ 30

milhões de pessoas infectadas

+ 663

mil óbitos

Acompanhe aqui

Fonte: CONASS, Conselho Nacional de  Secretários da Saúde
PESSOAS TOTALMENTE VACINADAS


59,22%

 da população no mundo

 76,63%

da população no Brasil


Acompanhe aqui

Fonte: Our Wold in Data. 


Giro no globo:





Embora as taxas de mortalidade estejam em queda, ainda não é possível dizer se a pandemia chegou ao seu fim ou chegamos a um ponto de equilíbrio. “Podemos estar no fim ou em um descanso temporário, como foi o fim de 2021. Quem dita isso é a interação entre o vírus e a nossa imunidade. Uma nova variante com escape ou a queda natural da imunidade podem gerar outras ondas”, compartilha o biólogo, doutor em microbiologia e pesquisador brasileiro, Átila Iamarino.

Vale lembrar que, para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Covid-19 continua representando uma emergência de saúde pública internacional. Até agora, 64 países já vacinaram 70% das populações. 21, contudo, não vacinaram nem 10% de suas populações — entre eles, estão a Coreia do Norte, Somália, Síria, Nigéria, República Democrática do Congo e Haiti.

O Reino Unido afirma alcançar um ponto de equilíbrio na pandemia, mas isso não significa que a situação não seja ruim. Por lá, a média diária de óbitos está em torno de 500.

Na África do Sul, onde a Omicron foi detectada pela primeira vez, as internações e mortes em hospitais voltaram a subir. “Os números ainda são baixos, mas vale acompanhar. Pode ser sinal de declínio da imunidade, já que lá os casos foram registrados antes”, conta Átila Iamarino.

O que vem chamando atenção nas últimas semanas, contudo, é o aumento de casos de hepatite entre crianças em diversos lugares do mundo. Em nenhum dos pacientes, foram encontrados os vírus que causam as hepatites já conhecidas. Segundo o médico hepatologista Mario Kondo, professor da Escola Paulista de Medicina, enquanto a hepatite “tipo A, mais comum onde não há vacinas, tem 1 caso grave para cada 100 crianças”, a nova variedade da doença sobe para “1 caso grave a cada 10 crianças.” Ainda não há conclusões sobre relações causais entre o coronavírus e o adenovírus, responsável pela hepatite.

Enquanto isso, a máquina de fake news do movimento antivacina afirma que as vacinas contra a Covid-19 teriam causado a nova versão da hepatite. O boato já foi desmentido: as crianças acometidas pela hepatite nas últimas semanas ainda não haviam recebido a vacina contra a covid. E por falar em doenças das antigas, casos de sarampo aumentaram 79% em 2022.

Voltando aos impactos da pandemia de Covid-19, nesse momento de eleições em todo o mundo, vale acompanhar como ela — somada às consequências da guerra na Ucrânia — ajudou a reconfigurar políticas econômicas e de relações internacionais em diversos países, colaborando para o que vem sendo chamado de “desglobalização”, como conta a professora de matemática, história das ciências e filosofia da UFRJ, Tatiana Roque, ao podcast O Assunto.

Agora Brasil:



Por aqui, o Brasil registrou 16 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. Em comparação à média divulgada há 14 dias, a variação do índice de mortes foi de +26%, o que indica uma tendência de alta nos óbitos pelo terceiro dia consecutivo. Portanto, você pode retirar a máscara em ambientes externos e com muita ventilação. Mas em ambientes fechados ou com maior aglomeração, é importante manter o uso dela, pelo menos na versão descartável.

E tem pesquisa brasileira mostrando que diferenças genéticas afetam a maneira como o coronavírus se liga às nossas células! Cientistas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) analisaram o genoma de milhares de pessoas e identificaram que algumas delas possuem versões diferentes da proteína ACE2, que é a porta de entrada do SARS-CoV-2 em nossas células. E, pasme, essas mutações atrapalham a ligação do vírus, causando empecilhos para que ele afete o organismo! “Esse estudo mostra que a medicina do futuro vai poder realizar diagnósticos com precisão molecular. (...) Em algumas décadas, teremos recursos terapêuticos únicos e personalizados”, conta ao Instituto Serrapilheira Luiz Eduardo Del-Bem, geneticista do ICB da UFMG.

E ó, bora prestar atenção nos pontos de acúmulo de água parada: segundo o último boletim do ministério da Saúde, já são quase 465 mil casos de dengue no Brasil. Um aumento de mais de 100% em comparação ao ano passado.

Vacinas e variantes:



Retomando a máxima que Xavier trouxe tantas vezes por aqui: numa pandemia, o vírus passa por mutações conforme vai sendo transmitido e, embora a vacinação esteja avançando, as variantes têm capacidade de reinfectar pessoas que já passaram pela covid-19 ou de atingir quem já se vacinou. Por isso, precisamos prestar atenção às campanhas de vacinação, mantendo nossas doses de reforço em dia, e divulgando a importância da vacina entre idosos e crianças.

E por falar nelas, vale prestar atenção aos ambientes das escolas, que devem permanecer bem arejados. Caso a criança apresente qualquer sintoma de Covid-19, é melhor que ela fique em casa, como recomendaram especialistas ouvidos pela BBC News. Ah, e já que estamos no pique das agulhinhas, acompanhe também o calendário de vacinação contra o sarampo e influenza, ein?

Nesse momento em que mais cidades estão permitindo a retirada de máscaras em ambiente fechado, vale manter o aprendizado da pandemia: apresentou sintomas de gripe ou resfriado? Coloque a máscara e faz a linha misteriosah consciente que tá tudo certo!

E é melhor já ir fazendo amizade com a equipe do posto de saúde: especialistas consideram que teremos que tomar vacinas anuais contra covid-19, assim como seguimos fazendo com a vacina da Gripe.  




Para continuar se cuidando:



Tudo indica que vivenciamos um período mais ameno da pandemia, mas ainda é importante manter o estado de alerta. Como conta Átila Iamarino: “Recomendo aproveitar o momento de tranquilidade agora (com cuidado), porque se a tendência de subida da África do Sul for queda de imunidade, podemos ver a mesma onda aqui depois.”

Enquanto nos entendemos em novas configurações de nossas rotinas e mantemos os cuidados, vamos evitar a todo custo a propagação de fake news, combinado?

E aqui outras notícias “pra lá” de interessantes: estudo liga covid a risco maior de coágulo, trombose e embolia; como as crianças estão sendo afetadas pela covid longa; mesmo casos leves aumentam risco de diabetes.

Por fim, continue cuidando da sua saúde física e mental, porque todo mundo precisa estar bem pra sairmos dessa! Até mais!




Trilha da audiodescrição: Paukenhöhle by Shay Brahem x Fachhochschule Dortmund



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Reportagem: Xavier Amorim



Mjournal Ed.009- Quando a primavera chegar.