P&R / Efe Godoy

Ana Carolina Rodarte







A Magia Híbrida 



Deslizar pelas obras da artista mineira Efe Godoy é como encontrar, pela primeira vez, as criaturas de Maurice Sendak; elas parecem compreender as esquinas mais rústicas do mundo e, ainda assim, mantêm a sede de vida que as crianças têm. Efe faz das redes sociais a sua plataforma de encontro com o público, trazendo ao feed as suas fabulações de memórias e objetos. A artista já passou pelo Museu de Arte da Pampulha (Belo Horizonte/MG), Memorial Minas Gerais Vale (Belo Horizonte/MG), SESC Palladium (Belo Horizonte/MG), Teatro Municipal de Anápolis (Goiás/GO) e Galeria Celma Albuquerque (Belo Horizonte/MG). Desde 2010, Efe também lidera os vocais do projeto musical Absinto Muito. Para a nossa sorte, ela compartilhou um pouco dessa urgente delicadeza.






Três primeiras palavras y

dois dígitos:


Efe Godoy,  31,  Sete Lagoas (Minas-Gerais, Brasil) , vivo em Belo Horizonte.




Qual sua motivação

artística?


O que mais me motiva a fazer arte hoje, neste planetinha, é a possibilidade de sensibilizar outres a enxergar poesia no ordinário.

Quais sua(s) vertente(s) artística(s)?


São múltiplas as plataformas que uso para falar de afeto e hibridez; pode ser vídeo, foto, performance, música, desenho e a pintura.




Qual a sua principal

pesquisa?



Bem, a minha pesquisa flutua entre os objetos de afeto e suas histórias e a criação de seres híbrides. Essas duas vertentes se encontram numa terceira, que é a narração de histórias, fábulas que se misturam com fragmentos de sonhos, e vivências provocadas pela magia dos acasos. Acredito que tudo acontece porque tem que acontecer. E no processo de criação não é diferente. Fico atenta aos acasos, e a intuição é uma grande aliada na produção de imagem.






Você tem referências?

Quais?



Minhas referências também flutuam de acordo com o andar das pesquisas. Recentemente, tenho lido a obra de Murilo Rubião, que é um escritor mineiro precursor na narração de contos em realismo fantástico — e ele não conheceu Kafka. E estou fascinade pela obra de Margaret Mee, aquarelista que fez várias expedições pela Amazônia com intuito de catalogar em desenho as orquídeas e bromélias.




E qual é seu site?


https://www.instagram.com/efegodoy/




MJOURNAL ED.005- Y QUE VENHA O AMANHÃ.