CARTA ABERTA



Igi  Lola Ayedun ︎



CAPA 001 y 002
JUP DO BAIRRO 
DIREÇÃO CRIATIVA/ DIREÇÃO DE ARTE: FELIPA DAMASCO
FOTOGRAFIA:  MAR+VIN
EQUIPE DE ARTE: CASSIO VICENTE 
PRODUÇÃO EXECUTIVA: LUCAS FERNANDES
STYLING: JULLIANA ARAUJO
EQUIPE DE STYLING: CHARLIE NOIR  BELEZA: ANGEL MORAES  EQUIPE DE BELEZA: SASÁ FERREIRA EQUIPE DE FOTO: FRANKLIN ALMEIDA  E RENATO TOSO
3D: RODRIGO DE CARVALHO
APOIO : 3T LOCAÇÃO @42.STUDIO   


CAPA 003
IRMÃS VASKES
FOTO: RAFA KENNEDY

CAPA 004
FUE MEJOR
FOTO: FERNANDA LIBERTI

Direção de  design gráfico:
Estúdio Margem - João Pedro Nogueira y Alexandre Lindenberg 
Designer Júnior: Letícia Souza


O começo do fim.


2021 é um ano contínuo. Se esperávamos uma ideia de futuro onde promulgamos um senso de ruptura com o passado, a realidade nos exige um pouco mais de atenção. Talvez, parte da verdade seja que: as intenções para um amanhã desconectado com o que já vivemos na lógica do recomeçar são nada mais, nada menos do que uma lógica comercial para que, assim, sintamos a necessidade de especular outras demandas apelidando-as de novidades. Afinal, que prazer tem um corpo em se arrastar até aqui? Até o tempo presente.

Presencialidade é, ou pode ser, a questão mais indagável do globo-pandêmico. Não apenas pelas contenções entre distanciamentos y proximidades físicas do conviver mas, também, em sensações que atravessam as percepções cognitivas de existirmos. Entre percursos, trajetórias, repertórios y tudo que carregamos nas veias, entre tudo que absorvemos a partir de cada uma de nossas experiências. Ser presente é, ou pode ser, um megazord de bugigangas vividas por meio de dores mais deleites que enrijecem ombros y sustentam calcanhares. Ser presente é, ou pode ser, trazer consigo toda a corporalidade de nossas histórias.






Y isso leva tempo.







Obviamente que, na maioria das vezes, nos vemos eufóricos sobre a ideia de nos desligarmos de tudo aquilo que nos padece. A ansiedade pelo antídoto às doenças crônicas do mundo que cada Estado-Nação nessa sociedade está disposto a nos proporcionar, em suas mais diversas escalas, cheias de especificidades que somos incapazes de descrever, é uma busca tarada. Igualmente excressiva, igualmente jubilada, igualmente devassiva, igualmente incrívelmente poética, igualmente rugida, rebusnada, igualmente esbaforida, igualmente substantiva y canal de fecundação de vidas inteiras, construídas, muitas vezes, somente a partir do ato de auto-friccionar sobre ideias de suspensão interrompida, redundância permitida.
Para o ódio o amor, para o inimigo a amizade, para o céu a terra y, dessa forma, nos moldamos na cerne de binariedades simplificadas que, apenas, não nos permitem pensar além porque se faz lógico o princípio de anulação de tudo aquilo que nos parece oposto, concorrente ou que se revela desgosto.

Entretanto, creio eu, que na continuidade há um dos lacrimejares mais dermo-emocionantes de se sentir que é: a manutenção da vida. Broto, florescer, fruto, tierra volver. Y, não, nossas mentes não irão adoecer.


Pelo direito à perenidade, aqui, hoje, amanhã y sempre.

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SUMÁRIO | ed.006 - Semana 03



06.1 CARTA ABERTA ; O começo do fim. ︎

por Igi Lola Ayedun

06.2  SOCIEDADE;  Status Covid-19. ︎

por Jéssica Amorim

06.3 IMAGEM; É verão o ano inteiro. ︎

por Dalila Coelho

06.4 COMPORTAMENTO;  Cadê teu Deus agora? ︎

por Gabriela Campos

06.5 P&R;  O híbrido para desvelar desordem de Romain Vicari.︎

por Jéssica Amorim

06.6 COMPORTAMENTO; Glitch corporal pós-confinamento. ︎

por Ana Carolina Rodarte

06.7 SOCIEDADE; RHs que se cuidem: GEN Z ta ditando o mundo do trabalho. ︎

por Jéssica Amorim

06.8 CULTURA; Frames de gente nossa: potências e trampos para o novissimo cinema do sul global.︎

por Ana Rodarte

06.9 IMAGEM; P.A.M.PA︎

por Lorenzo Beust

06.9 IMAGEM; O COMEÇO DO FIM com JUP DO BAIRRO.︎

por  Felipa Damasco, MAR+VIN, Rodrigo de Carvalho y Julliana Araújo



STATUS COVID | E a pandemia, como anda?




Março começa com grande tensão mais uma vez, em todo o globo. O número de pessoas infectadas pelo coronavírus voltou a subir. No Brasil, então, um ano após o primeiro caso de infecção da COVID-19, a situação fica cada vez mais alarmante.



Alerta de atualização: 03/03/2021



Preciso confessar que esta que vos relata esse report semanal se encontra bem cansada. Toda vez que começo a levantar as notícias, fico na esperança de que as coisas tenham melhorado. Mas a realidade tá bem longe disso.


Se na semana passada, o coronavírus apresentava indícios de retrocesso, os números voltaram a crescer de novo. Segundo Mike Ryan, diretor executivo de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), “é muito prematuro e não realista pensar que a pandemia acabará este ano”.


Então sim, gente. Ninguém aguenta mais. Mas vamos ter que seguir muito atentes e dedicades para evitar o negacionismo. Precisamos ser muito conscientes. É preciso manter a esperança que vamos vencer essa, mas segue a frase de sempre: não é hora de baixar a guarda. A logística de vacinas não está perfeita, ainda há países que nem começaram a imunização, as mutações seguem perigosas… Enfim.


Bom. Vamos de notícias? Que seguirmos informades e conscientes é o melhor que podemos fazer.




NO MUNDO


+ 115  

milhões de pessoas infectadas

+ 91 

milhões de casos que se recuperaram

Acompanhe aqui

Fonte:  World do meters.
NO BRASIL


+ 10 

milhões de pessoas infectadas

+ 257

mil óbitos

Acompanhe aqui

Fonte: CONASS, Conselho Nacional de  Secretários da Saúde
.
DOSES DE VACINAS ADMINISTRADAS


+ 268 

milhões no mundo

+ 8

milhões no brasil

Acompanhe aqui

Fonte: Our Wold in Data. 


BRASIL PRIMEIRO:



Foi declarado: um ano depois, o Brasil vive o pior momento da pandemia. Com mais de 257 mil óbitos, o país tem agora 19 Estados com a ocupação das UTIs superando 80%.

O que isso significa? Que é muito provável que role um colapso generalizado na saúde brasileira, semelhante à tragédia que aconteceu em Manaus no final do ano passado. Como se não bastasse, especialistas acreditam que o coronavírus pode se tornar endêmico no país, como a dengue e a gripe influenza.

A gente já sabe, mas é preciso frisar: no momento, os inimigos dessa pandemia no Brasil são a nova variante transmissível que tem circulado e, principalmente, a total falta de estratégia do governo federal.
Nossas chances, segundo especialistas, estariam no decreto de lockdown mais rígido e organizado, e correr desesperadamente com a imunização. Mas está cada Estado por si, e a campanha de vacinação tá daquele jeito: Cheia de confusão e interrupções por todo o país. A última foi o provável erro do Ministério da Saúde na distribuição das vacinas para os estados do Amazonas e do Amapá, que tiveram seus lotes trocados. Na boa, difícil demais de defender, né?






E MUTAÇÕES, NOVAS?



Durante uma pandemia, é esperado que o vírus passe por mutações conforme vai sendo transmitido. E sim, embora estejamos seguindo com o andamento da imunização, é preciso gravar bem: a expansão da pandemia continua descontrolada, o que, infelizmente, facilita ainda mais o surgimento de novas variantes. Aqui no Brasil, por exemplo, a variante P.1, surgida no final de 2020 em Manaus, já foi identificada em 17 estados. Sobre o monitoramento das novas cepas, pesquisadores afirmam que quatro sinais de alerta são importantes: 1) surto de hospitalizações; 2) evidências de reinfecção; 3) mudanças em sintomas e gravidade da doença; e 4) alterações nas faixas etárias mais infectadas.

E as vacinas no meio disso tudo? No mês passado, soubemos que já são cinco as vacinas que parecem ser menos eficazes contra a mutação encontrada pela primeira vez na África do Sul e já presente em 40 países, inclusive no Brasil. Segundo a diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, Rochelle Walensky, variantes são uma ameaça real contra os avanços produzidos pelas vacinas, podendo ser responsáveis por novas ondas do coronavírus, inclusive.
MAS CALMA, ninguém tá dizendo que agora já era e não adianta nem tomar vacina! Estudos já revelaram também que países com a campanha de vacinação avançada conseguem reduzir as hospitalizações em 80%. Então, galera, o esquema é o de sempre: não saiam de casa, e estejam preparades para suas picadas!




QUE É ISSO DE NOVAS PANDEMIAS?


Com toda essa saga aí do coronavírus, é óbvio que investiram mais em estudos para compreender a origem da Covid-19, seus processos e as possibilidades de outras pandemias. Com toda essa saga aí do coronavírus, é óbvio que investiram mais em estudos para compreender a origem da Covid-19, seus processos e as possibilidades de outras pandemias.

Sobre o corona,  na semana passada, a equipe da Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou resultados de sua missão investigativa. Por ora, a organização descartou a polêmica teoria de conspiração sobre o improvável surgimento do vírus ter sido em um laboratório de Wuhan. Ao mesmo tempo que cientistas descobriram outros tipos de coronavírus podem estar circulando em morcegos em muitas partes da Ásia.

Mas ainda falando em descobertas, estudos recentes têm apresentado a possibilidade dos camelos serem a origem da próxima pandemia. Como assim? Eles podem ser portadores da Mers-CoV, um novo coronavírus que até agora provou ser pelo menos 10 vezes mais mortal que a Covid-19. Especialistas explicam também que a ameaça é maior por conta dos humanos mesmo: as mudanças climáticas induzidas pela sociedade tornam as secas mais frequentes, o que leva os pastores a trocarem vacas e outros animais pelos camelos, que conseguem sobreviver semanas sem água.
Sobre isso, a diretora de Meio Ambiente da OMS também falou sobre como as intervenções humanas no planeta influenciam o surgimento de pandemias: “70% dos últimos surtos epidêmicos começaram com o desmatamento”. E aí, quando será que a gente vai entender a urgência das pautas climáticas?

︎



Sim, a vacina está aí e não vemos a hora de sair dessa. Tá todo mundo esgotade de tudo isso, mas a paciência ainda se faz muito necessária. Por isso, como de praxe, se puderem, fiquem em casa. E ao sair, usem máscara.


P.S. sei que ninguém aguenta mais falar de pandemia, coronavírus… Mas quando for possível, vamos contribuir disseminando informações importantes e verídicas?




Reportagem: Jessica Amorim

MJOURNAL ED.006- O COMEÇO DO FIM.